domingo, 31 de janeiro de 2010

Revirando o baú...

encontrei esses retalhos de mim!
Taí...

EU SOU



Eu Sou umA viajantE do universo vivenciando a experiência de SER humana!


Eu SOU a Força Divina em Ação!


Um SEr pleno de luz e de amor divino!


EU SOU um jardim de flores regada de bênçãos vindas de todos os cantos do universo!

AHO!

Das impressões alheias

Faz pouco um moço me disse que sou "feita de éter"! Hoje outro me exclama que "tem dúvidas que eu exista"!!!Meu Deus! Será que vou sumir???

2007

Tem dias que acordo assim...

E salve o encontro da alegria com a batucada!!!!

Salve!

Entorpecida de paixão

Vestida de princesa do vento vejo sorrisos ao meu redor! Vejo abraçar na varanda a rede e o sol! Se encaixarem em harmonia com o vento que balança as cores penduradas no ar. E vejo sorrisos por todo lugar! Libélulas coloridas subindo as escadas, pousando na cozinha. Pincéis em descanso, sujos de cores depois de trabalhar! Vejo um gramado vermelho abraçado com o conforto no canto da sala. Jardins de flores de pano em almofadas querendo se confortar! Muitas palavras espalhadas por toda parte! A arte, a arte! Palavras escondidas, palavras que aguardam para serem ditas, lidas, escutadas, engolidas, digeridas, abstraídas, absorvidas! Palavras vividas!
Vejo o rastro de saudades deixado por quem se despediu hoje pela manhã levando sorrisos para a Bahia. Vejo sua guia esquecida! E me vejo toda vestida de verde! Vejo os meus sorrisos me vendo passar! Vejo orixás a se abraçar! A borboleta mais linda do meu jardim acordando de cara amassada, com a alma meio embrulhada esperando o toque do momento de se entregar! Olhos verdes e meias coloridas sorriem para mim sentados no chão da sala escutando vinil tocar e picando papel de enfeitar.
Escuto o som dos pássaros que cantam para acordar o mundo! E cantam o dia todo! Escuto também a orquestra magistral dos cachorros uivando por suas cadelas, que tomam banho de lua e garoa neste vale de ruelas. Becos, ecos, e a vizinhança, samba, máquina de lavar roupa, brega, Caetano, sertanejo, liquidificador, desafinados empolgados, outros mais chorosos, gritos de exclamações, BÊBÊÊÊÊ, e os mega fones dos caminhões, vendendo frutas, queijo, gás! Me visita o querer de pegar um carro desses e sair pelos becos vendendo sonhos e distribuindo sorrisos. Vejo bonecas de pano dando cambalhotas no quarto. Tentando saltar de um espaço de avisos! Querendo avisar! Escuto a lembrança contar do momento passado, no qual eu vi na colcha amarela da cama uma esperança, que veio visitar este lar e abençoar os seus. Quando chegou pousou na menina Manu, que foi lá na sala nos chamar. Lembro do olhar brilhante, de dois seres amantes, vendo o movimento do Louva-deus bailar. Vejo a leveza sorrir, seus olhos brilhando a nos observar!
As folhas vermelhas da planta na varanda sentindo o frio chegar, anunciando o outono, chamando o inverno.
Me vejo dançando na sala e cantando pros meus Orixás! Dando de beber e fumar aos Exus, agradecendo a Oxalá, saudando Yemanjá, sorrindo sapeca para os Ibejes, cruzando as espadas com São Jorge e Ogun, invocando Iansã e vendo Xangô me espiar! Saravá!
Vejo sorrisos olhando para mim! A calma querendo sentar!
Pensamentos vem me contar para "acordar que a estrada está a passar"! Vejo o Rio de Janeiro! Já passou março, há muito fevereiro, e o abril já vai acabar! Será o maio perto do mar? Lembro que tenho que deixar o flow me levar e que estou aqui! Fumo e deixo ficar. Vejo a satisfação olhando pra mim com cara de admiração! Chega a vontade de ligar pra pessoas queridas! Ligo, falo sorrindo! Vejo sorrisos sorrindo para mim. E danço. Danço na sala que me abraça. Olho para fora, penduro mais cores no ar! Presas em palitos feitos para rodar quando o vento passar! Vejo, escuto e sinto o vento passar! E vejo as cores rodando, rodando, rodando! E Vinícius cantando, gritando como um bêbado abraçado em seu cão companheiro, na tonga da mironga! Me sinto em meu terreiro! Por isso, peço licença às palavras e me levanto destes escritos. Vou me deitar na rede! ... Sorrio e vejo sorrisos olhando para mim! NA TONGA DA MIRONGA DO CABURETÊ! Um preto veio gritando!
Na vitrola Maria Bethânia afirma: "foi o que tinha de ser".

Das In-certezas



Dos caminhos por onde andei, das esquinas que dobrei, quinas onde parei para observar o outro lado, de todos os tempos que esperei ou deixei acontecer sem me perguntar como e nem porquê, ou até mesmo de todos os minutos que dediquei a tentar formular respostas, a única prova que tive, sempre, é de que tudo é incerto neste mundo, tudo é incerto nesta vida. Inconstante.
A vida é das in-certezas... e quem não estiver "certo" disso que me diga o que prova o contrário. Rs.
Até mesmo nossas vontades, nossos pensamentos, nossos atos, os caminhos que tomamos, os rumos onde nossos passos vão chegar, quais as portas a vida colocará em nossa frente para escolhermos e até onde vamos querer trilhar a escolha feita... que frutos essas escolhas podem dar... se amanhã faz sol ou não... se vai explodir bomba em NY ou no se vai chover no sertão... incertezas. ... incertezas sobre nós mesmos, sobre o outro, sobre o trabalho, sobre a sociedade...
E que bom que elas existem... imagina se tudo já fosse certo!
Se já soubessemos o que cada pessoa que cruza nosso caminho tem para nos "ofertar", pra compartilhar, como vamos reagir a cada impulso que a vida nos dá, ou o resultado de nossas escolhas...
ai, seria tão out.

Da saudade



O que é que a gente faz quando o mundo da gente parece que tá fora do nosso corpo? Uma saudade enooooorme dos "nossos" abre a porta do vazio dentro da alma e grita por atenção! E começa a chover... escorrer amor dos olhos! Dói... e faz sorrir! Dá desespero e consola! Faz as asas se agitarem com vontade de voar e as raízes se fincarem no chão para beber das águas do mesmo solo que nutre todos ao mesmo tempo! Tudo tão efêmero... tão encantador... tão assustador... tão leve e ao mesmo tão denso! Tudo tão dentro da gente que até parece que está fora...